Coluna de: Dra. Cândida Maria E. Cabral - Condomínio

Estamos há alguns dias de um NOVO ANO, normalmente fazemos uma reflexão colocando em uma balança os acontecimentos de nossas vidas, no decorrer do ano velho separando o que entendemos como bons e aqueles que não entendemos reputamos como ruins. Fato é que em alguns anos a balança nos mostra mais fatos bons e em outros tantos mais “ruins”, mas, efetivamente importante é o cômputo geral: as lições e o aprendizado que nos fazem crer, crescer e amadurecer, é caindo ou tropeçando que obrigatoriamente aprendemos a levantar. Por esse motivo a reflexão é importante, sem o que os sonhos imaturos para o Novo Ano podem se transformar em pesadelo. Nessa época NATALINA ficamos mais sensíveis e emotivos, tudo misturado às festividades, confraternizações, consumismo e etc. Interessante observar que muitas pessoas se digladiam, se detestam, nem se cumprimentam, mas, no final do ano chegam travestidos de bom moço (a) dizendo: “Feliz Natal, bom Ano Novo, sucesso...”, é a boca expressando o que não existe no coração. Isso é válido? A meu ver não parece e nem combina com o Espírito Natalino, melhor o autentico que simplesmente se mantém silente. Escrevi tudo isso para falar sobre a pessoa do síndico (a), subsíndico (a) dos conselheiros (as) e dos funcionários de condomínio que pode até não parecer, mas são seres humanos dotados de sentimentos, que tem as mesmas necessidades que todos os outros. São homens ou mulheres que independentemente de qualquer situação se dedicam a prestar serviço a uma comunidade condominial, o que não é fácil porque lidar com as pessoas em prédios de apartamentos principalmente, é uma arte, um malabarismo, já que o ser humano por natureza (infelizmente) é egoísta. Vale lembrar um dito popular: “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Dessa forma os síndicos (as) são mal vistos por terem a obrigação legal de fazer cumprir lei, convenção e regulamentos; os subsíndicos (as) idem, os conselheiros por sua vez que auxiliam os (as) síndicos (as), nem são lembrados; os funcionários principalmente nessa “natalina” época são tachados de “interesseiros”, “que só cumprimentam nessa época”, “que nessa época sorriem muito’ e etc.”. Todos esses comentários pejorativos se devem a uma lista para “caixinha” que é colocada nas portarias dos prédios. Preste atenção, ninguém é obrigado a colaborar, os funcionários sim, estão obrigados à prestação dos serviços por força de um contrato de trabalho remunerado que lhes assegura o vínculo empregatício. Ocorre que os próprios condôminos para que possam gratificar a todos sem se onerar, sugerem que seja uma lista e isso se tornou hábito, mas não quer dizer que todos têm de participar, absolutamente. Nem por isso o empregado poderá deixar o cumprimento da sua função em relação a qualquer condômino, podendo ser penalizado. Que coisa mais maluca que é o ser humano, confesso que em todos esses anos de consultoria na área imobiliária/condominial não tive noticias de síndicos (as), subsíndico (as) ou conselheiros, que tenham ao menos recebido um singelo cartão de natal, um agradecimento pelos inúmeros problemas resolvidos durante o ano, favores, inúmeras soluções e decisões em eventos, que nem sempre são de competência do condomínio por ter a responsabilidade e obrigação de zelar pelo bem estar daquela comunidade. 
Essas “figuras” ficam efetivamente esquecidas. Por isso, com toda sinceridade do fundo do coração, DESEJO A TODOS OS SÍNDICOS (AS), SUBSÍNDICOS (AS), MEMBROS DE CONSELHOS E FUNCIONÁRIOS DE CONDOMÍNIO, UM FELIZ NATAL e ANO NOVO, com MUITA SAÚDE, ALEGRIA, PACIENCIA E DISPOSIÇÃO.
O mesmo aos leitores assíduos dessa coluna. 
E a quem devo tudo, DEUS, OBRIGADA SEMPRE.
Dra. Candida M. Escossia Cabral,  advogada, corretora de imóveis, consultora em assuntos condominiais - especialista em Direito  Civil e Imobiliário.  -  jcescossia@uol.com.br 
 
 
Pizzaria Moraes

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