Coluna de: Dra. Cândida Maria E. Cabral - Condomínio

O assunto trazido no número anterior sobre uso e desperdício de água é de tamanha importância de tal gravidade, que entendemos por bem continuar nessa edição. É público e notório a situação drástica dos reservatórios de água. Sabemos que sem muita demora seremos submetidos a um racionamento. Em algumas localidades já existem o racionamento: Guarulhos. Falta-me capacidade para entender a falta de conscientização da população diante de um quadro tão grave. A omissão deliberada apesar do alerta público sobre a escassez de água, chega a impressionar. Alertamos aos senhores síndicos de prédios de apartamentos que tem grande responsabilidade nessa luta para que emitam circulares, solicitando aos condôminos a facilitação ao acesso de cada unidade privativa, e acompanhados de profissionais da área procedam a uma vistoria minuciosa em cada unidade. É importante verificar torneiras, chuveiros, válvulas hidras e outras formas de vazamento que silenciosamente desperdiçam a água.  Certamente ao executar esse procedimento encontrarão um numero significativo de irregularidades como: torneiras e chuveiros pingando diuturnamente; válvulas hidras vazando continuamente, sem contar os canos expostos com vazamento. Independentemente de qualquer notificação para reparos evitando a perda de tempo e a manutenção da irregularidade, sugerimos que o próprio condomínio adquira “reparos” de válvulas e “courinhos/borrachas” de torneiras e já façam a substituição. Aguardar pelo morador que já presenciava a irregularidade sem fazer absolutamente nada, como se fosse um evento normal será prolongar o desperdício, além de onerar a comunidade condominial com o pagamento de contas exorbitantes. Em caso de unidades locadas comunique imediatamente ao locador/proprietário por escrito com prazo para execução dos reparos necessários, em não sendo atendido, imputem as multas legais e convencionais, tantas quantas se fizerem necessárias até cessar o absurdo que é o desleixo em cuidar do que traz ônus e danos aos demais. Todos os condôminos devem estar empenhados em não permitir a manutenção de vazamentos, não fosse pela economia mas pelo que se tem visto em alguns países que já não tem água potável. Será que queremos isso para as próximas gerações? Se a resposta for “sim”, ou “não quero nem saber”, vamos ter a certeza da total falta de respeito com a natureza e com o próximo. Entendemos que o número de egoístas têm diminuído significativamente já que não há mais espaço para esse tipo de pessoa. A maioria responderá negativamente e seremos um “mega” exército no combate ao desperdício de água. Senhores condôminos não esperem a manifestação do condomínio, tomem iniciativa, verifiquem suas unidades, procedam aos reparos necessários. Algumas coisas são muito básicas e simples. O condomínio não é composto de unidades isoladas, mas, um conjunto com vizinhos por todos os lados separados unicamente por uma parede, teto ou piso. Por isso é importante à fiscalização de todos. O que compõe e mantém o condomínio funcionando regularmente são as cotas condominiais pagas por todos, logo, qualquer economia também beneficia a todos. A conta de água está incluída nas despesas condominiais mensais. Lavar calçadas, corredores, brinquedos, esvaziar piscinas, são coisas que podem ser feitas esporadicamente, pelo menos por enquanto. Ao ver alguém desperdiçando água faça denuncia, faça algo, não podemos ficar inertes. 
Dra. Candida M. Escossia Cabral, advogada, corretora de imóveis, consultora em assuntos condominiais - especialista em Direito Civil e Imobiliário.  - jcescossia@uol.com.br 
 
 
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