Coluna de: Dra. Cândida Maria E. Cabral - Condomínio

Por ser um assunto de extrema importância para todos e pelo que temos observado poucas pessoas têm efetivamente se preocupado. Falo a respeito da escassez de água. Estamos há mais de vinte e sete dias sem chuva na Capital de São Paulo, sem contar que os reservatórios estão “agonizando”, isso é um fato uma vez que já estamos usando a “reserva da reserva”. O que assusta principalmente em prédio de apartamentos, é ver pessoas que absolutamente não se dispõe a fazer nenhum tipo de economia. Sem contar os inúmeros vazamentos no interior das unidades que não são consertados e muito menos anunciados. 
Existem casos em que o vazamento é tão grave que o desperdício é incalculável, até porque não se sabe desde quando existe a aberração. Certamente o morador nunca revelará o tempo de vazamento, temendo uma punição. Nesse tipo de evento o morador talvez não consiga enxergar sua contribuição nefasta para todos em um futuro próximo. É muito comum ouvirmos “eu lavo roupa na máquina todos os dias, ainda que sejam poucas peças e vou continuar fazendo”. Ora, essa é uma atitude pequena, mesquinha e egoísta. É inacreditável que em época de juntar forças para economizar água tem gente com essa atitude. Informam fontes pesquisadoras que “uma máquina de lavar roupas de 5 quilos consome 135 litros de água por lavagem.” Não é demais assegurar que as pessoas egoístas (aquelas que pensam só no seu bem estar, que não conseguem visualizar mais nada a não ser o seu próprio umbigo), também não dimensionam a relevância desse assunto. Entendemos que esses cidadãos ainda precisam se preparar para viver em condomínios, ou seja, em qualquer tipo de comunidade. Ocorre que essas “figuras” são muito mais comuns do que pensamos, e aí o que fazer? Vejamos o que determina a lei sobre a competência do representante legal (o síndico) “Art. 1.348 do Código Civil Brasileiro – Lei 10.406 de 2002 Compete ao sindico:
II – representar ativa e passivamente o condomínio praticando em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns;
V – diligenciar a conservação e guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores”.
Por conta das responsabilidades supracitadas, os síndicos estão enlouquecidos no afã de encontrar “fórmulas” para economizar água, com o propósito de não ter de racionar e não faltar para ninguém. Muitas pesquisas estão em andamento sobre reaproveitamento de água servida de máquinas de lavar roupas, de retenção de água de chuva, e outras tantas possibilidades para driblar essa crise. Ocorre que “uma andorinha, não faz verão”, é necessária e de suma importância a conscientização e colaboração de todos, caso contrário sentiremos nas torneiras no dia a dia o descaso de hoje. Não é demais lembrar: ÁGUA. 
SABENDO USAR NÃO VAI FALTAR. 
Dra. Candida M. Escossia Cabral, advogada, especialista em Direito Civil, Imobiliário, consultora assuntos condominiais e corretora de imóveis - jcescossia@uol.com.br 
 
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