Coluna de: Dr. Fábio Ravaglia - Ortopedia e Saúde

Na primeira parte deste tema abordamos a importância das vitaminas para que o nosso corpo sintetize enzimas, hormônios e outras necessidades químicas; e que a melhor maneira de obtê-las é através da alimentação. Os alimentos podem proteger  o organismo humano contra várias doenças e por isso, tantas pessoas, hoje em dia, preocupam-se em adotar uma alimentação adequada e uma dieta bem balanceada.
Os suplementos são indicados  para suprir carências identificadas pelo médico, como a necessidade de vitamina D , a necessidade de vitamina B12 para pessoas acima de 50 anos entre outros casos, de acordo com avaliação e orientação médica, para manter a saúde e o bem estar.
Saiba mais sobre o que são e para que servem os suplementos:
Whey Protein 
É uma proteína saudável derivada do leite de vaca.   Solúvel, de fácil absorção, rapidamente entra no corpo para formar aminoácidos necessários para a manutenção dos músculos e de outros tecidos. Whey Protein é utilizado para aporte de proteínas para os músculos e recuperação muscular. 
Efeitos Colaterais
Não existe registro documentado de efeitos colaterais decorrentes do consumo de Whey Protein relacionados a pessoas que não tenham alergia ou restrição médica a leite e seus derivados. 
Caseína  
Representa aproximadamente 80% da proteína do leite.  Também utilizada no aporte de proteínas para os músculos e recuperação muscular. Possui uma absorção mais lenta que o whey protein.
Efeitos Colaterais
Pode causar reações adversas em pessoas com intolerância à lactose. O excesso pode causar náuseas, diarréias e vômitos.
A Anvisa permite o uso de caseína como alimento para atletas. Sendo assim, não é recomendada para pessoas que se exercitam por lazer ou estética, pois para estes casos, geralmente uma dieta balanceada é o suficiente. 
Ômega 3  
O ômega 3 é uma substância conhecida como ácido graxo essencial, uma das mais  estudadas pela ciência. É muito importante para a saúde do organismo humano, que não a fabrica, tendo que buscá-la na alimentação. Entretanto, há variações do ômega 3: 
o de cadeia longa (ácidos graxos de cadeia longa) que provem de peixes de águas profundas (salmão, atum, bacalhau, albacora, cação) e o de cadeia  curta - que são os ácidos graxos de cadeia curta – possuem conformação quimicamente menor - encontrados em óleos de soja, de girassol, canola, linhaça, em castanhas, nozes e em vegetais de folhas verdes escuras.
O Omega 3 precisa ser  transformado em outros dois compostos  para realizar sua ação: ácido eicosapentaenóico (EPA) e o docosahexaenóico (DHA). Eles são necessários para as funções realizadas na membrana das células, no desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso, assim como na produção de diversos compostos que têm função na resposta inflamatória do organismo, no controle da pressão arterial e na agregação de plaquetas.
A dose diária recomendada de ômega 3 é de 250 mg para adultos; 100 mg para crianças e de 450 mg na gravidez. Consumir peixe de 3 a 4 vezes por semana é o suficiente para suprir as necessidades semanais de ômega 3. Vegetarianos e pessoas que não consomem alimentos que contenham ômega 3 podem suplementar com a orientação de seu médico ou nutricionista.
Efeitos Colaterais
O consumo do ômega 3 em excesso pode retardar a coagulação sanguínea. Além disso, após a constatação de que seu consumo é benéfico à saúde do coração e todo o sistema circulatório, entre outros benefícios, a indústria alimentícia tem procurado incluir o ômega 3 em muitos produtos, disponíveis nas prateleiras de supermercados. Mas esta não deve ser a primeira opção para consumo de ômega 3. 
Dê preferência aos alimentos naturais. 
Antioxidantes
Os antioxidantes são substâncias utilizadas para proteger as células de danos causados por fatores como poluição atmosférica, hídrica, má alimentação entre outros que aceleram a formação de radicais livres. Existem os antioxidantes naturais, que são as vitaminas encontradas nos alimentos e os suplementos vitamínicos, minerais e oligoelementos, que são antioxidantes sintéticos.
A vitamina A, pode ser obtida do consumo de cenoura, abóbora, brócolis, batata doce, tomate, couve, melão, pêssego, entre outros alimentos. A vitamina C é encontrada em laranjas, limas, limões, pimentões, morangos e vegetais com folhas verdes. A vitamina E está presente nas frutas secas, sementes, grãos integrais óleo vegetais e óleo de fígado. O selênio pode ser obtido de peixes, e frutos do mar, carnes vermelhas, alho, ovos e aves.
O chá verde, obtido da planta camellia sinensis, por ser um chá menos processado, fornece polifenóis com catequina, que são substâncias antioxidantes e também podem ajudar no combate aos radicais livres de forma eficaz.
Efeitos Colaterais
Segundo pesquisas, as altas doses de suplementos  antioxidantes podem ser danosas em alguns casos. Certos estudos relacionaram o uso de suplementos com altas doses de betacaroteno com um maior risco de câncer de pulmão nos fumantes, e os suplementos com altas doses de vitamina E com o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e câncer de próstata.
Bebidas para atletas
De acordo com a ANVISA, as bebidas isotônicas são alimentos para fins especiais classificadas como suplementos hidroeletrolíticos para atletas, destinados a auxiliar na reposição e na hidratação, com osmolalidade(refere-se ao número de partículas osmoticamente ativas do soluto) entre 270 e 330 mOsm/kg água no produto pronto para consumo. São compostas por sódio, carboidratos, potássio, vitaminas e minerais, conforme previsto pelos requisitos específicos, constantes do Art. 6º da Resolução RDC n. 18/2010. Não podem ser adicionados de fibras, outros nutrientes e não nutrientes.
A nutrição para atletas não substitui a alimentação,mas fornece os elementos necessários para um bom desempenho  e posterior recuperação.
Efeitos Colaterais
Os hidroeletrolíticos devem ser consumidos por atletas após uma hora de treino. O consumo de eletrolíticos sem o exercício necessário, sobrecarrega os rins  fazendo com sejam  eliminados os sais consumidos em excesso para manter o equilíbrio do organismo. A reposição mineral desnecessária causa o aumento da quantidade de sais como o sódio e potássio na corrente sanguínea, o que pode gerar arritmias cardíacas.
Glucosamina e condroitina
Na osteoartrite, a cartilagem se desgasta permitindo que os ossos toquem uns nos outros. O uso da glucosamina está relacionado ao crescimento da cartilagem. Estudos evidenciam a normalização do  metabolismo articular durante a cicatrização de lesões condrais (lesões na cartilagem articular), além de discreta ação anti-inflamatória. Há três tipos de suplementos  disponíveis no mercado: a glucosamina hidroclorídrica (retirada da casca de caranguejo), a glucosamina sulfatada (retirada da casca de camarão) e a glucosamina sintética (sulfatada). 
O sulfato de condroitina, por sua vez, é um glicosaminoglicano (GAG) encontrado em vários tecidos, inclusive na cartilagem hialina (cartilagem mais encontrada no corpo humano). Estudos recentes concluíram que a condroitina estimula a síntese de cartilagem, promovendo flexibilidade articular.
Efeitos Colaterais
Boa tolerância. Pode ocorrer peristaltismo intestinal.
Carboidratos 
São moléculas orgânicas de carbono, hidrogênio e oxigênio, responsáveis por fornecer  energia ao organismo.Os carboidratos simples são rapidamente digeridos e absorvidos pela corrente sanguínea, o que dá a sensação de fome mais rapidamente.  Os doces, pães, geléias de frutas,  macarrão, pipoca, refrigerantes, arroz branco, fazem parte deste grupo. 
Os carboidratos complexos possuem liberação lenta e promovem saciedade por mais tempo. Este carboidrato é ideal para dar aporte energético prolongado às atividades físicas intensas, evitando a hipoglicemia. Fazem parte deste grupo cereais integrais, lentilhas, grão de bico e centeio.
Algumas frutas ricas em carboidratos: banana, caqui, uva.
Efeitos colaterais
No esporte, o baixo estoque de carboidrato provoca a fadiga precoce.
Fibras
As fibras alimentares são encontradas em frutas, legumes, leguminosas e em cereais integrais.  Importantes para o bom funcionamento do intestino, elas podem ser solúveis e insolúveis. As fibras solúveis são encontradas em maior quantidade em algumas frutas como a maçã, na aveia, cevada e verduras. As fibras insolúveis são encontradas no arroz integral, cereais  e grãos integrais. Estas ajudam na prevenção da obstipação intestinal e reduzem o trânsito intestinal. O efeito é maior com o aumento da ingestão de água.
Seus benefícios também são percebidos na redução de valores séricos de colesterol total e colesterol LDL (mau colesterol).
Outro benefício significativo é que  a fibra alimentar aumenta o volume da dieta, sem adicionar calorias, e por isso pode ter um efeito saciante, que contribuiu para o controle de peso.
Efeitos Colaterais
O consumo de fibras em excesso pode causar formação de gases e diminuição da absorção de vários micronutrientes, entre eles o cálcio, o zinco e o ferro.
Consulte seu médico para que ele possa avaliar suas necessidades nutricionais.
Dr. Fabio Ravaglia é cirurgião ortopedista e traumatologista. CRM: 54.294 – RQE: 119090/8 . Preside o Instituto Ortopedia e Saúde, organização da sociedade civil, cujo objetivo é levar informação sobre saúde preventiva e qualidade de vida à população através de projetos e campanhas.
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