Coluna de: Dra. Stella Sugayama - Ortodontia

A sensibilidade após restauração dentária pode ocorrer como uma resposta exagerada a um estímulo reparador, podendo em alguns casos ser de forma espontânea, sem estimulo térmico, mecânico, químico entre outros. Vários procedimentos clínicos realizados rotineiramente no consultório são passíveis de causar sensibilidade pós-operatória como, por exemplo, o aquecimento e resfriamento gerado durante a remoção da cárie, a profundidade deste preparo, idade do paciente e os componentes químicos dos materiais restauradores utilizados para preenchimento dos dentes. O que se deve ter em mente é que, toda vez que houver necessidade de uma intervenção restauradora, há necessidade também de se avaliar alguns fatores tais como a condição pulpar que é o estado do nervo que passa internamente no dente. Deve ser averiguada anteriormente à realização de qualquer procedimento restaurador para que se diminua o risco de sensibilidade pós-operatória. A avaliação radiográfica, a história restauradora prévia do dente, o relato de qualquer sintoma pelo paciente e os testes de vitalidade pulpar são ferramentas essenciais para saber se há vitalidade pulpar, inflamação ou infecção pulpar e se esta condição é reversível ou irreversível. 
Muitas vezes, dependendo do tipo de injúria sofrida pelo dente, pode-se verificar a evolução da degeneração da polpa, nesses casos, um tratamento endodôntico seria indicado. Outro aspecto a ser avaliado é a profundidade da cavidade a ser preenchida, quanto mais rasa a cavidade preparada menos probabilidade de dor após o preenchimento com material restaurador em virtude da distância entre o fim do preparo pronto até a câmara pulpar (nervo), pode variar entre 3,0 e 5,0 mm (cavidades mais rasas). 
Em cavidades profundas ou muito profundas observa-se o mínimo de remanescente dentinário, variando de 0,5 a 0,01mm. Quanto mais profunda a cavidade, maior é a perda de células de reparação dentinária, sendo assim a capacidade de recuperação fica comprometida. Materiais protetores e indutores da formação de ponte dentinária devem ser escolhidos conforme idade do dente e capacidade metabólica da polpa em questão. Existem alguns materiais protetores do complexo dentino-pulpar utilizados rotineiramente na clínica odontológica como o hidróxido de cálcio, o ionômero de vidro e os sistemas adesivos a base de resina. Todos os materiais protetores devem apresentar características ideais tais como: ser bactericida e/ou bacteriostático; promover proteção contra estímulos térmicos e elétricos; ser anódino; reduzir infiltração marginal; ser biocompatível; promover um selamento dentinário eficaz; apresentar uma boa resistência mecânica e uma boa compatibilidade com os sistemas restauradores e ser estético. 
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