Coluna de: Dr. Fábio Ravaglia - Ortopedia e Saúde

O tamanho dos dedos dos pés incomoda muita gente. Mas isto não é motivo para desespero. Apesar de até poucas décadas cientistas acreditarem que os diferentes formatos dos pés poderiam caracterizar uma anomalia, as coisas mudaram. Os pés são diferentes de uma pessoa para outra e até na comparação entre o direito e o esquerdo, claro! Não só os pés são de tamanhos e formatos variados, como os dedos também, às vezes compridos demais, curtos demais ou mesmo bem gordos ou fininhos. Tudo depende da constituição física de cada um. Tem gente até que tem seis dedos em cada pé! Portanto, se você acha que os dedos do seu pé são muito diferentes, não se preocupe: não há necessidade de diminuir, cortando a ponta ou qualquer coisa assim. Há alguns casos em que a cirurgia corretiva é necessária, mas apenas quando houver de fato a orientação de um especialista.
 
De acordo com o formato das pontas, os pés são classificados em: grego, egípcio e quadrado. Os tipos são determinados justamente pelo tamanho dos dedos. No grego, o segundo dedo é mais comprido que o seu vizinho, o primeiro dedo, mais conhecido como dedão (denominado cientificamente como hálux, termo que vem do latim), e a partir deles, os tamanhos vão diminuindo até o quinto dedo. No formato egípcio, o maior dedo é o dedão e os outros quatro vão diminuindo progressivamente até o menor. No quadrado, os cinco dedos têm praticamente o mesmo comprimento. Outro ponto a se considerar quanto ao formato da ponta dos pés é que, tanto o grego quanto o egípcio podem apresentar duas variações: estreito ou largo, determinadas justamente pelo conjunto que envolve a largura e a distância entre os dedos. As estatísticas estimam que o pé grego seja o mais comum, 60% das pessoas; o egípcio está presente em quase um terço da população; e apenas cerca de 10% têm o formato quadrado.
 
A herança genética pode incomodar, mas se não é causa de problemas de saúde, não aponta para a real necessidade de cirurgia. Não há porque pensar em mudanças radicais ou tratamentos invasivos. Muitas pessoas se preocupam com isso, mas basta observar os pés de outras pessoas, para ver o quanto os dedos são diferentes e que isto não interfere no ato de caminhar, no equilíbrio ou na postura. Explicado isto, há casos em que há necessidade de cirurgia para cortar alguma coisa nos pés?
 
Atualmente, existem técnicas variadas para cuidar de cada caso. Cabe ao ortopedista avaliar a necessidade de fazer cirurgia, o que vai depender do grau da deformidade. Em ortopedia, as cirurgias são indicadas quando existe dor ou um problema funcional, como a falta de movimentação. Então, a cirurgia em dedos é recomendada se eles causam incômodo quando os pés estão calçados, por serem tortos a ponto de encavalarem uns sobre os outros, por exemplo. Há caso de formação de calos ou dores que impossibilitam o uso de calçado. Uma situação que não é muito comum é o gigantismo em dedos, considerado uma aberração, que é tratado com cirurgia para cortar ossos e tirar os excessos, reduzindo o tamanho. Às vezes, o procedimento para a redução faz com que o dedo fique mais duro, porém, isto não compromete o funcionamento do pé.
 
Também existe a possibilidade do uso de próteses (preparadas com materiais modernos), que aumentam o tamanho dos dedos. A técnica é utilizada porque há mulheres que sofrem por acharem seus pés horríveis, justamente, por terem dedos pequenos demais. As próteses ajudam a embelezar os pés e elas podem realizar o sonho de usar sandálias. De toda forma, os procedimentos cirúrgicos só podem ser indicados por médicos especialistas.
 
 
 
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