Coluna de: Dra Pollyana Costa Prado –Cirurgiã Dentista - CRO 88706 - Odontologia

A versatilidade da toxina botulínica está cada vez mais sendo explorada por diferentes áreas da saúde. A sua utilização agora chegou na odontologia, onde ela é utilizada para tratamento de dores orofaciais causadas por disfunção temporomandibular, bruxismo, briquismo e tratamento estético para sorriso gengival. 
Por mais estranho que possa parecer, a toxina botulínica é, na verdade, um veneno produzido pela bactéria Clostridium botulinium, que em doses especificas , auxilia no tratamento de diversos problemas. Por se tratar de uma substância tóxica, é necessário que a sua utilização seja sempre feita por um profissional capacitado. A toxina botulínica já é usada desde a década de 1960 na medicina por amenizar e retardar o surgimento das marcas de expressão. Ela também é largamente usada par para o tratamento de cefaleia crônica, enxaqueca tensional, hiperidrose, também conhecida como sudorese em excesso. 
Na odontologia seu uso mais comum é no tratamento do bruxismo, que nada mais é do que o ato de ranger os dentes, e o briquismo, definido como o ato de apertar os dentes. A toxina botulínica é aplicada diretamente em um dos músculos da face, chamado músculo masseter. A toxina age diretamente na tensão muscular, diminuindo e tirando a forca para o ato de ranger e apertar os dentes. 
Além disso, a toxina tem um mecanismo que bloqueia a liberação de um neurotransmissor chamado acetilcolina que realiza o trânsito das mensagens entre o cérebro e as fibras musculares. Esse processo causa o relaxamento do tecido pela falta da mensagem para se mover. 
A toxina botulínica começa a agir quatro dias após sua aplicação e sua duração é de aproximadamente seis meses, mesmo que a ação diminua com o passar do tempo. É importante ressaltar que o intervalo mínimo entre as aplicações deve ser de cinco meses. 
Para o tratamento de DTM com dor indica-se a aplicação diretamente no músculo da região gerando assim um relaxamento local. E para o sorriso gengival, que é a exposição excessiva da gengiva quando o individuo sorri e normalmente é tratada por meio de cirurgia, temos com o uso da toxina botulínica a possibilidade de tratar de forma não invasiva, sendo aplicada nos músculos responsáveis pelo sorriso, relaxando essa musculatura. 
 
FESP FACULDADE DE ENGENHARIA SÃO PAULO

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