Coluna de: Dra Pollyana Costa Prado –Cirurgiã Dentista - CRO 88706 - Odontologia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde desde 1948 como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de doenças ou enfermidades".  Mas mesmo hoje, mais de 60 anos depois da definição, a Medicina geral ainda se esforça para implantar uma terapia realmente integrada, que leva em conta essas três esferas ao mesmo tempo. Com a Odontologia não é diferente.
O problema também está na mente
Para Liliana Seger, psicóloga autora do livro Psicologia e Odontologia, a junção dessas áreas não é uma especialidade odontológica, nem um ramo da Psicologia, mas uma atitude geral que postula uma visão integrada do homem. Ela conta que o paciente deve ser encarado como um ser biopsicossocial, em que tudo está interligado e qualquer alteração em um desses aspectos altera o todo.
"Em uma pessoa com dor, aspectos biológicos, psicológicos e sociais interferem nesse desconforto", explica Liliana. Um exemplo seria um paciente que começa algum procedimento estando ansioso, aumentando sua dor. O medo, por exemplo, faz com que o organismo produza inúmeros hormônios. Dependendo da duração do sentimento, mais sintomas orgânicos aparecem. "O distress, um stress crônico, causa inúmeras doenças como baixa imunidade, gastrites, dermatites e gunas, entre outros", conta a psicóloga.
Os benefícios da aplicação
Uma visão integrada dos problemas daquele que senta na cadeira do consultório tem a capacidade de propiciar um tratamento melhor. Quando o dentista enxerga seu paciente dessa forma interdisciplinar, ele passa a explicar antes os procedimentos que vai realizar.
Mais do que isso, ele começa e encontrar fatores antes secundários, mas que têm potencial para serem decisivos no tratamento. "Quando tratamos somente os sintomas físicos, o paciente pode continuar passando pelo stress, mantendo sua sintomatologia. Após um tempo voltam as dores", diz Liliana. Um exemplo disso seriam os casos de disfunção de ATM, que podem ter raízes psicológicas, já que sob tensão, stress e medo as pessoas podem passar a ranger e apertar os dentes.
Primeiros passos
Assim como o tratamento odontológico, a aplicação da Psicologia também começa na anamnese. O cirurgião-dentista precisa alimentar um relacionamento com o paciente, ouvindo-o não para descobrir qual dente está incomodando, mas para saber o que o incomoda e o que ele espera do tratamento.
O profissionalismo exige uma preocupação com as expectativas do paciente, assim como um diálogo que deixe claro o que pode ser esperado no tratamento. "Quando o profissional não vê esses aspectos, acaba realizando os procedimentos de forma automática e, muitas vezes, os pacientes não aprovam o trabalho porque ´imaginavam´ algo muito diferente, ou por causa das dores etc.", comenta a psicóloga.
Alguns entraves
Mesmo com esses benefícios, o cenário dessa prática no Brasil ainda não é bom. Uma das grandes dificuldades apontadas por Liliana é a diminuição de pacientes particulares. Segundo ela, "é difícil um profissional que atende convênios conseguir conversar e fazer um bom trabalho".
Além disso, o encaminhamento do paciente a um profissional de saúde mental também é problemático. Ela conta que "os dentistas tem medo de perder o paciente, de serem mal interpretados. Isso ainda é sinal de que o profissional não entendeu realmente como se dá o trabalho em equipe e nem o porquê da sua necessidade".
O mesmo não acontece quando o encami-nhamento é para uma avaliação cardiológica, ou mesmo para um periodontista.
Mesmo com esses obstáculos, Liliana é otimista quando a questão é a popularização desse tema daqui a alguns anos.
"É difícil responder como vai ser o futuro, mas acredito que os profissionais que realmente escolheram uma profissão que trata do ser humano tentarão, de alguma forma, ser mais humanos", finaliza.
Nota da Dra. Pollyana C. Prado: traumas psicológicos são administrados através de acompanhamento médico ou de um especialista para detectar as deficiências  psicológicas. Tratando o problema específico resolverá a necessidade odontológica. 
Ansiedade, medo, dor, são estereótipos de lendas criadas pela sociedade antiga. Hoje, a tecnologia está cada vez mais avançada e os profissionais de odontologia cada vez mais atualizados para que possam melhor atender seu público com profissionalismo e objetividade . 
Existem mitos sobre o comportamento de dentistas perante a sociedade que diz: quanto mais demora um tratamento, mais o dentista ganha! Isso é uma covardia!
Pelo menos, no meu estabelecimento, onde estou há mais de10 anos, sou conhecida por cobrar o comparecimento de um paciente para uma simples manutenção.
Me preocupo com o tempo de retorno, e estando diante de um procedimento de tempo, pergunto sobre administração de medica-mentos.
Procuro atender bem e somar na vida das pessoas, sendo uma boa profissional, respeitando meus pacientes que além de clientes se tornaram amigos.  
megaron edecora

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