Coluna de: Dr. Marcelo Rosauro - CRM 83.391 - Cardiologia

No dia a dia de um consultório é muito comum pacientes que procuram o cardiologista especificamente para fazer o que chamam de “exames de rotina” ou de check-up. 
Mas que benefícios reais um check-up pode trazer? 
Na realidade os benefícios são muito menores que o senso comum pode supor. 
Havendo inclusive uma possibilidade razoável de ter um importante aspecto nocivo. 
Vamos entender! 
Pessoas que procuram cardiologistas para fazer “check-ups” estão totalmente assintomáticas, sente-se bem, mesmo diante de esforços, ainda que sejam apenas esforços cotidianos. Se houver uma queixa qualquer, deixa de se tratar de um check-up e inicia-se uma investigação diagnóstica. 
São dois os objetivos de alguém que procura o médico sem sentir nada: 
• Descobrir se há alguma doença o acometendo de forma oculta 
• E no caso específico da cardiologia, saber se está correndo o risco de ter algum evento cardíaco grave.
É nesse segundo item que o check-up cardiológico tem baixa capacidade de ajudar e onde entra seu aspecto mais nocivo. 
Ainda que uma pessoa esteja absolutamente assintomática, é muito útil para a sua saúde investigar os níveis de glicemia, colesterol, avaliar como anda a função tiroidiana e renal, além de acompanhar o comportamento da pressão arterial. 
Informações que podem ser obtidas com aferições regulares da pressão e um simples exame de sangue. 
Porém, não há na medicina exames que possam responder o real risco de infarto que um indivíduo está correndo quando ele está totalmente assintomático. 
O teste ergométrico, pela sua simplicidade e baixo custo é o exame mais solicitado em check-ups. Pacientes saem frustrados de consultórios se o objetivo da consulta for um check-up e a requisição do teste ergométrico não for feita pelo médico. Porém, sua capacidade de prever um infarto em pessoas assintomáticas é praticamente zero. 
Muitas vezes recebemos pacientes bem acima do peso, que abusam do sal e açúcar, outros que fumam, outros sedentários e estressados, e há ainda àqueles que apresentam todas essas características reunidas, mas não dispensam check-ups anuais. 
E nestas pessoas que o check-up tem seu aspecto nocivo. Pois os exames cardiológicos, tais como: ecocardiograma, radiografia de tórax ou o eletrocardiograma, tendem a vir totalmente normais em pessoas assintomáticas, por menos que elas se cuidem, e ao ver os resultados normais, estas pessoas geralmente se sentem seguras para manterem hábitos de vida ruins, é como se pensassem: “por enquanto está tudo bem”. E na verdade, não está! 
Observe que os chamados exames de rotina são capazes de interceptar males ainda em fase inicial e por isso é muito válido realiza-los com alguma periodicidade, mas desde que você não utilize resultados normais para avalizar hábitos de vida ruins. 
Tem um futuro melhor quem se cuida melhor, não quem faz mais exames. 
Então antes de procurar fazer os exames de rotina deste ano, avalie o quanto você realmente compreendeu a sua responsabilidade por sua saúde. 
Seja ativo, faça exercícios, alimente-se bem, ria mais, procure auxílio médico se tem dificuldade para dormir, se deseja parar de fumar. Dessa forma o check-up será um verdadeiro aliado em construir uma vida muito mais saudável. 
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Dr. Marcelo Rosauro
 
Pizzaria Moraes

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