Coluna de: FESP - FACULDADE DE ENGENHARIA SÃO PAULO - Faculdade

Para a engenheira civil Suely Bacchereti Bueno, sócia de um dos maiores escritórios de engenharia estrutural do país, o JKMF, famoso por desenvolver projetos de edifícios altos e obras especiais (Centro Empresarial Nações Unidas e Hotel Unic, por exemplo), e Diretora de Normas Técnicas da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural), “o bom aluno é uma pessoa boa, sentindo-se que é uma pessoa dedicada, boa e tal, ele não precisa ser nota 10”. “A pessoa dedicada e de boa índole é o mais difícil de achar, o resto a gente vai ensinar tudo aqui (no escritório) para eles”. Dos quatro estagiários que trabalham diretamente com a engenheira, dois são alunos do 5° ano de Engenharia Civil da Fesp. “Aqui os estagiários fazem o que você precisa, o que pedir eles fazem. Eu preciso tocar eles para a escola, eles são muito dedicados, muito dedicados.” 
Dentre os antigos estagiários da Engenheira, está seu próprio filho Luciano, formado engenheiro civil pela Fesp. Outro ponto importante no perfil do bom estagiário ressaltado por Suely é a escuta ativa, segundo ela, isso é essencial para o aprendizado e sucesso profissional. Sobre as habilidades técnicas do bom estudante de engenharia em terreno profissional, a engenheira destaca a importância de “saber fazer o que o computador está fazendo”, o que, segundo ela “tem bastante no mercado”. “A pessoa acha que montou o prédio no computador, que ele vai rodar e vai ficar pronto, mas não é bem assim." 
No curso de pós-graduação que ela própria ministrou na Fesp ela ressalta que "ensinava uma série de dicas para conferir o que o computador está fazendo, para verificar se se está entendendo o que está saindo de resultado." No JKMF, a conduta é a mesma: "a gente insiste que os cálculos sejam feitos na mão. Para  algumas coisas nós não usamos o automático do  programa, porque a gente acha que não está bem desenvolvido, mas procuramos sempre explicar o que ele está fazendo, senão não adianta nada, porque se ele (o estagiário) não souber fazer, ele pode cometer um erro a qualquer minuto e, pegar um erro depois que ele aconteceu no projeto é muito difícil. É um risco muito grande! Só sabendo fazer à mão é que você tem capacidade de analisar, checar o que está acontecendo, checar os relatórios e tudo". 
Na FESP, os alunos não podem utilizar calculadora durante o primeiro ano e têm restrições quanto ao uso nos anos seguintes, para aprenderem a executar os cálculos sem dependerem do computador e terem a capacidade de analisar o que os programas de projeto fazem. Da mesma forma são ministrados os conteúdos de desenho técnico, vetores, geometria, dentre outros. Essa é a diferença de uma faculdade tradicional para muitas faculdades que se preocupam apenas em ensinar com “conforto” ao aluno mas sem segurança à sociedade. O ensino irresponsável da engenharia civil é um dos grandes motivos para o alto número de acidentes de trabalho e de obras no setor. A engenheira Suely Bueno, nos fornece um exemplo importante de saber fazer à mão os projetos de engenharia, para o uso das estruturas com responsabilidade: “por exemplo, hoje um cliente me perguntou qual era a sobrecarga que eu tinha adotado na laje do terraço de um prédio, eu simplesmente fui na memória de cálculo e verifiquei qual era a sobrecarr
 
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