Coluna de: FESP - FACULDADE DE ENGENHARIA SÃO PAULO - Faculdade

A Engenharia Elétrica parece não sentir os efeitos dos tempos de crise econômica, enquanto outras áreas vêm experimentando a amargura da fase difícil no Brasil. Isso se deve à enorme gama de possibilidades de atuação do engenheiro elétrico, que pode atuar como projetista, executor de medidas de proteção, executor de soluções para redução de consumo, ou de diversas outras formas.
Você consegue imaginar sua vida sem energia elétrica? Sem ligar um interruptor de luz, guardar comida na geladeira, assistir televisão ou fazer uma ligação pelo celular? Todas essas ações dependem do trabalho dos engenheiros elétricos. O também chamado engenheiro eletricista é responsável por planejar, construir e manter sistemas capazes de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica. Seu objetivo é levar energia elétrica a toda a população de forma segura e com qualidade.
Dentro da indústria, um setor que deve voltar a crescer nos próximos anos, o engenheiro elétrico pode trabalhar com a avaliação, dimensionamento e projetos de subestações. “Quanto melhor o projeto desenvolvido pelo engenheiro, menor é o custo da obra”, explica Alan Nascimento que é gerente comercial de uma empresa especializada na distribuição de componentes para a indústria de iluminação.
Oportunidade de trabalho: novas energias
O engenheiro elétrico também pode trabalhar com estudos de viabilidade econômica em projetos do setor de energia ou realizando análises de indicadores, em um momento tão promissor para o país na oferta de energia elétrica, inclusive renovável. De acordo com o Boletim Mensal de Energia divulgado em março deste ano, a oferta interna de energia elétrica – subconjunto da matriz energética – a proporção das renováveis será bem mais significativa este ano, com previsão de chegar a 83,3%. No mundo este indicador é de apenas 24,1%.
A redução da fonte hídrica está sendo compensada por bons desempenhos de outras fontes renováveis, como a eólica e a biomassa. A eólica passa de uma proporção de 5,3% para 6,5%, e a biomassa, de 8,8% para 9,0%, de 2016 para 2017. O boletim é elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
Qualidade da energia
Muitos circuitos queimam por conta de uma queda de energia. É missão do engenheiro criar formas de minimizar os números de quedas. Para um hospital, por exemplo, essa atuação do engenheiro é de extrema importância. Vários hospitais já investem em sistemas de nobreaks para manter a energia com qualidade no ambiente de saúde. Muitas residências também já usam a tecnologia para manter sempre ligado o seu sistema de segurança.
Soluções para redução de consumo
Há inúmeras possibilidades ao engenheiro no mercado de criação de soluções para redução de consumo. O profissional pode criar estruturas de dispositivos inteligentes e soluções para funcionarem nas unidades consumidoras. Em muitas casas, por exemplo, os chuveiros estão programados para não passar de uma certa potência em um determinado horário do dia em que a energia não está saindo tão em conta.
É que muitos vêm investindo no sistema de energia elétrica Smart Grid (termo do inglês rede elétrica inteligente), que se utiliza da tecnologia da informação para fazer com que o sistema seja mais eficiente (econômica e energeticamente), confiável e sustentável. O equipamento identifica a qualidade da energia que vem da unidade consumidora e aponta quais são os melhores horários para utilizar a energia de melhor qualidade, e, assim, pagar mais barato (tarifa branca)”, explica Alan.
 
FESP

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