Coluna de: Dra. Simone Pires Macedo - CROSP 98283 - Ortodontia e Ortopedia Facial

Na verdade mesmo pouco conhecidos pela população em geral, os enxertos autólogos já são usados na Odontologia há cerca de 20 anos. Vamos entender um pouco mais o que são e para que servem?
O termo autólogo quer dizer que a matriz usada para o enxerto é retirada do próprio paciente. Ou seja, é uma substância do próprio indivíduo, o que nos proporciona um enxerto sem rejeição, e totalmente compatível. E como isso é feito? Muito simples: retiramos uma pequena quantidade de sangue do paciente (muito parecido com um exame convencional de sangue); depois disso o sangue é levado à uma centrífuga onde será separada a parte mais “rica” do sangue, onde temos as células de reparação, células de defesa, etc; essa parte do sangue é que será utilizada para fazermos os enxertos.
Cada dia mais, a busca por substâncias as mais naturais possíveis, ou pelo menos com menos chances de intercorrências, tem sido o alvo da maioria das pesquisas. Poder proporcionar ao paciente um tratamento eficaz e seguro é o que todo cirurgião dentista procura.
Essa parte rica do sangue poderá ser utilizada em cirurgias onde o paciente possui pouco osso, e queremos por exemplo colocar implantes, misturando uma matriz óssea, conseguimos regenerar o osso dessa pessoa, e futuramente, ou em alguns casos até nesse mesmo dia, conseguimos colocar implantes onde antes não era possível.
Nos pacientes que tem problemas de cicatrização, essa técnica também é muito utilizada, já que acelera o processo de cicatrização do organismo. Fazendo assim com que pacientes como os diabéticos, por exemplo, possam ter uma cicatrização adequada depois de cirurgias, evitando riscos de infecção, entre outros.
Podem ser usados também após cirurgias de terceiros molares (os dentes do siso), para que a região cicatrize mais rápido e devolva o volume ósseo que o paciente possuía anteriormente.
Mesmo parecendo uma coisa muito simples, é um tratamento altamente especializado. Esse tipo de enxerto é capaz de produzir diversos tecidos dentro da cavidade bucal como gengiva, osso, estimula a regeneração tecidual como um todo.
Todo esse processo é devido à fibrina, célula sanguínea que é responsável no nosso organismo pelo processo de coagulação do sangue, enviando para o local da ferida (no nosso caso, da cirurgia) fatores de reparação tecidual, que farão com que nosso organismo se recupere do dano.
Cada dia mais implantodontistas, cirurgiões buco maxilo facial, ou até mesmo os clínicos gerais tem usado os enxertos autólogos para proporcionar ao paciente uma cicatrização mais acelerada, enxerto sem risco de rejeição, regeneração óssea para futuros implantes. Enfim, é mais um aliado ao tratamento Odontológico moderno!
 
 
 
FESP

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