Coluna de: FESP - FACULDADE DE ENGENHARIA SÃO PAULO - Faculdade

 ENTREVISTA
 
Engenheiro e Professor Edilson Rebollo
 
Engenheiro da Eletropaulo por largo período e professor das ETECs Jaraguá e Pirituba em disciplinas dos cursos técnicos em Eletrotécnica e Eletroeletrônica, o professor Edilson Peixoto Simões Rebollo é nosso entrevistado desse mês. 
Formado em Engenharia Elétrica pela FESP (Faculdade Engenharia São Paulo), e Técnico em Eletrotécnica pela ETESG Albert Einstein, é professor desde 2006 e  profissional da área elétrica desde 1989, tendo atuado por muitos anos em empresa distribuidora de energia elétrica na cidade de São Paulo, principalmente como Engenheiro da Distribuição. 
 
Como e quando o professor descobriu o gosto pela engenharia?  
Professor Edilson: A engenharia sempre me atraiu, desde criança, mas eu não sabia em que área de atuação iria seguir. Sempre gostei muito da engenharia civil, mas a opção pela elétrica se deu por questões de trabalho. Eu já trabalhava na área, em empresa de energia, onde exercia a função de técnico em eletrotécnica. Já tinha feito dois cursos técnicos, um em mecânica e outro em eletrotécnica e estava atuando como técnico em eletrotécnica. Então, com a intenção de melhorar na empresa em que eu trabalhava, optei pela engenharia elétrica. Foi uma questão profissional. Mas a civil era um pouquinho mais atraente do que a elétrica (risos). Contudo, depois, acabei me dando bem na elétrica e, com o passar do tempo, passei a gostar também e resolvi seguir na carreira... não que eu não tenha tentando fazer a civil (risos). Há uns quatro ou cinco anos entrei em contato com a FESP para saber quanto tempo eu teria que fazer para me formar em civil. Ainda tenho intenção de fazer engenharia civil. 
Como é que o professor ficou conhecendo a FESP, porque que decidiu fazer a transferência?
Professor Edilson: Na verdade, o prédio da FESP lembrava muito uma escola que eu havia estudado no primário. Estudei no colégio Sion, que era um colégio de freiras, e o prédio da FESP sempre me chamava muito a atenção, na época em que só entrava através de vestibular. Fiz duas vezes vestibular na FESP e não passei. Daí eu comecei a cursar a graduação na São Judas e, no segundo ano, surgiu a oportunidade de fazer a transferência para a FESP. Eu tinha alguns colegas que trabalhavam comigo na Eletropaulo e que faziam faculdade na FESP que me disseram: "ah, vem pra cá que é legal, os professores são bacanas". A São Judas era uma faculdade muito comercial, em minha opinião, já naquela época! O tratamento com o aluno era bem frio lá, e o pessoal falava muito bem da FESP em relação a isso. Concretizei um sonho de estudar na FESP, que foi onde acabei me formando.
Como se verifica, na prática, a satisfação do trabalho do engenheiro eletricista? Como despertar o interesse do aluno por um trabalho que é difícil de “ver”?
Professor Edilson: Você não vê nada! Então, é meio complicado fazer o aluno gostar, mas quando conseguimos fazer isso é um sentimento bom. Às vezes, quando eu estava em casa, enquanto trabalhava na Eletropaulo, eu olhava pela janela e via tudo aceso, tudo bonitinho e pensava: "eu faço parte disso, está funcionando eu tenho uma parcelinha de responsabilidade”. Outras vezes, também, alguém solicitava uma obra para a gente num shopping, por exemplo, e quando eu passava na frente do shopping e o via funcionando, eu pensava: "está funcionando e eu participei". Então, tem algumas coisas que dá para visualizar, mas para conseguir fazer um aluno perceber isso é difícil, tem gente que tem mais idade e consegue, mas, para eles que são mais jovens, é mais complicado. Eu tive um aluno que uma vez despertou pra isso. Levei-os para fazerem uma visita técnica numa subestação de transmissão, e, eu percebia que esse aluno era do tipo que não gostava muito da matéria, mas depois dessa visita técnica ele me chamou pra conversar e me disse: "Queria ter feito essa visita no primeiro ano, porque eu adorei ver aqui o ambiente, como funciona na prática... gostei muito. Talvez, se eu tivesse feito essa visita no primeiro ano, eu teria despertado um pouquinho mais o interesse pelo curso". Só que como a visita técnica está relacionada a uma disciplina e essa disciplina é do terceiro ano, falei: "talvez, se eu trouxesse você no primeiro ano, você iria desistir, porque você não teria conhecimento algum, não entenderia nada daquilo e poderia desistir, por isso que só fizemos no terceiro ano".
Com relação ao aluno, quais as maiores vantagens de o aluno ter como professor alguém com vasta experiência nas disciplinas que leciona?
Professor Edilson: Acho que, quando o aluno realmente quer se dedicar, é super importante ter como professor alguém que conhece daquilo que está falando. Vejo como um incentivo ele poder aprender com alguém que conhece bastante. Uma das formas de se despertar o interesse do aluno é quando você fala alguma coisa e o aluno percebe que você tem conhecimento prático daquilo. O aluno se sente mais seguro quando ele tem aula com um profissional que foi da área e que conhece exatamente daquilo que está falando. Às vezes, o professor não tem mestrado, não tem pós graduação, mas o fato de ele ter uma experiência profissional grande, acaba sendo um grande diferencial.
Qual a sua opinião sobre a formação da FESP, em comparação à formação oferecida por outras faculdades de engenharia particulares?
Professor Edilson: Tudo o que eu precisei utilizar na área profissional eu tive da FESP. A formação que eu tive foi muito boa. Em comparação com a faculdade que eu estava cursando na época, a FESP ganhou muito. Eu sentia a FESP uma faculdade com um ambiente bem familiar, o diferencial é em relação a isso, a outra era muito comercial. Eu gosto disso, desse jeito de tratar as coisas como se fosse família. Não é esse negócio frio: você é aluno eu sou o professor! Na FESP você conversava com os professores e eles conversavam com você na hora que fosse. O conteúdo que eu tive lá foi muito bom. Não tenho do que reclamar. 
 
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