Coluna de: Dr. Alan Rodrigues Lopes - Nosso Brasil

Historicamente a F1 é uma modalidade esportiva que envolve “a nata” do automobilismo mundial, grandes fabricantes de carros, equipes com os mais renomados profissionais de diversas áreas e os melhores pilotos em um ambiente desafiador no aspecto esportivo e empresarial. 
Dentro desse cenário os irmãos Emerson e Wilson Fitipaldi Jr., em 1975, criaram a primeira e única equipe brasileira da F1, a equipe Copersucar - Fittipaldi.
Emerson Fitipadi no final da temporada de 1975, surpreende o mundo do automobilismo, deixando a “sua zona de conforto”, visto que havia conquistado o bi campeonato mundial em 1974 como piloto da consagrada equipe McLaren, e, recusando convite para permanecer na equipe, bem como recusando convite da tradicional equipe Ferrari, anuncia que iria pilotar em 1976 o carro da equipe brasileira, recebendo inúmeras críticas no Brasil à época dos fatos, em função do seu talento e potencial para vencer outros campeonatos por uma equipe tradicional.
Durante as suas oito temporadas, a Copersucar Fitipaldi disputou 104 GPs, obtendo 3 pódios somando 44 pontos, chegando em 1978, com a denominação oficial de Fittipaldi-Ford, onde a equipe viveu seu auge alcançando dois segundos lugares, no autódromo de Jacarepaguá no Rio de Janeiro e outro na pista de Brands Hatch, na Inglaterra, não sendo demais frisarmos que nesta prova não se computou os pontos para o campeonato, e mesmo assim, a equipe brazuca terminou em sétimo lugar no mundial de construtores, batendo equipes como, McLaren, Williams, Arrows, Renault, entre outras.
Em 1981 Emerson Fitipaldi encerra sua carreia como piloto de F1 e já em 1982 se torna chefe da equipe trabalhando no último ano de atividade da Equipe Brasileira que perdeu seus patrocinadores, forçando a equipe sem recursos, encerrar suas atividades no final da temporada 
“Só existem duas razões” para um brasileiro deixar de reconhecer e aplaudir a façanha dos irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi Jr., a primeira é não conhecer a real história dos fatos e a segunda é sofrer da síndrome de vira lata, expressão criada pelo dramaturgo e jornalista esportivo Nelson Rodrigues, que significa ser o brasileiro, um ser com baixa autoestima, sempre depreciando a cultura, a economia, a inteligência e a moral nacionais, admirando e louvando tudo o que vem de fora,  como estando acima de qualquer comparação com o Brasil. 
Precisamos aplaudir essa trajetória de sucesso internacional e genuinamente brasileira, para recolocarmos essa façanha no lugar mais alto do podium da história do empreendorismo brasileiro. 
Que essa história de conquistas a base de muito sacrifício, trabalho e dedicação, altos e baixos, sirva de inspiração para todos nós brasileiros, que devemos sentir orgulho dessa única equipe brazuca de F1 em toda longa história dessa modalidade esportiva, apaixonante e de altíssimo nível técnico.  
Deus abençoe a todos!
 
megaron edecora

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